O que exige a entrada no mundo do trabalho? Segundo os estudiosos destes assuntos, cinco coisas são necessárias:
1– Auto – conhecimento – O jovem deve descobrir quais são os seus interesses, talentos e preferências;
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| Auto-conhecimento |
2– Descoberta realista do novo mundo em que vai entrar – Muitos cursos universitários incluem bolsas de estudo de programas como o Erasmus. Estes programas dão aos estudantes a possibilidade de aprender acerca de ocupações e carreiras que lhes interessem tal como a aquisição das competências necessárias para os desempenhar. Mas tem um outro objectivo que podemos considerar de ordem psicológica: ajudar a reduzir o impacto do choque com a realidade. Com efeito, muitos jovens desenvolvem expectativas irrealistas-excessivamente idealistas-acerca das suas eventuais ocupações e carreiras. Seja qual for a profissão, uma coisa é certa: nem todas as suas dimensões e aspectos são interessantes ou estimulantes;
3– Encontrar um emprego – É uma verdade banal que implica não só saber o que se quer fazer mas também responder às exigências do mercado de trabalho, ou seja, saber do que este precisa, em que sectores há excesso de procura e em que áreas há oferta significativa;

4 – Adquirir e desenvolver competência na profissão escolhida, integrar – se cada vez melhor na sua área profissional mas também ter sempre em mente outras opções e direcções para a sua vida profissional - Dada a grande mobilidade do mundo laboral hoje em dia, os psicólogos organizacionais, entre outros, aconselham que as pessoas que estão nos seus primeiros empregos não deixem de pensar em outras opções de carreira e se preparem adequadamente;
5 – Actualização profissional permanente – Os jovens devem, hoje em dia, fazer uma escolha consciente daquilo que pretendem fazer da sua vida profissional. Para isso, é essencial que se goste do que se pretende fazer, pois não adianta querer enquadrar-se em áreas que aparentemente oferecem mais oportunidades, pois essas oportunidades são, em grande medida, ilusórias. A ideia da segurança e estabilidade no trabalho está agora muito mais na competência do profissional do que na formalidade do contrato. A segurança está na sua competência, não no seu vínculo ou contrato. O mundo do trabalho passa por uma fase de transição, na qual o emprego formal, estável, está, de forma geral, em extinção.
